A alvorada e o movimento da manhã.  A vida desperta sem pressa, sem ânsia. As sinceras saudações entre comadres e compadres. O cheiro de café. As festas, as quermesses, as rezas, os santos. As missas aos domingos. Os ciganos. O céu estrelado. O leve e solitário badalo do chocalho. O canto da coruja. O apagar da lamparina. Nos sonhos, os bons sentimentos de compartilhar, de respeitar e amar leve e imensamente (a vida).
           
Interiores toca diretamente numa sensação que todos parecemos compartilhar: a de que quando as cidades cresceram, quando o progresso veio, alguma coisa se perdeu, uma inocência e uma poesia que hoje quase não existem mais.

Esta poesia que existiu no passado nos causa uma nostalgia que não conseguimos explicar, a saudade de algo que muitos de nós nem sequer conhecemos. Mergulhado nesse sentimento, o disco passeia pelos interiores do Brasil e pelos interiores de todos nós.
 
 

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